Manifesto: Não às demissões arbitrárias no Metrô de São Paulo

Manifesto: Não às demissões arbitrárias no Metrô de São Paulo

A Coordenação Anarquista Brasileira se solidariza com as companheiras e companheiros demitidos na luta contra a privatização do transporte público em SP. Assinamos, junto à centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos o manifesto que exige a readmissão dos trabalhadores.

Esse manifesto é uma reprodução do site da CSP Conlutas disponível aqui.

Para tentar impedir a luta contra as privatizações e terceirizações no estado de SP, o governo Tarcísio de Freitas demitiu oito trabalhadores metroviários/as, que são dirigentes sindicais ou ativistas, logo após a greve de 3 de novembro. Mas a medida teve uma reação contrária: a continuidade da luta e uma ampla solidariedade da categoria e de todo movimento sindical, dentro e fora do país, além de personalidades e partidos políticos.

A campanha pela readmissão imediata dos companheiros e companheiras ganha cada vez mais adesões e força e esteve também entre as reivindicações no segundo dia de greve unificada que, novamente, parou São Paulo, neste dia 28 de novembro.

Confira abaixo o manifesto que repudia as demissões arbitrárias e exige a reintegração dos oito demitidos políticos do Metrô de SP.

MANIFESTO: NÃO ÀS DEMISSÕES NO METRÔ DE SP

Governo e direção do Metrô perseguem quem luta contra as terceirizações e privatizações. Reintegração Já!

O governador Tarcísio de Freitas e o Metrô de SP querem derrotar a luta dos metroviários contra a privatização, que prejudica a população com a piora e encarecimento dos serviços públicos. Querem derrotar os trabalhadores que lutam em defesa de um transporte público, de qualidade e a serviço da população de SP e privatizar algumas das estatais mais importantes do estado.

Para atacar uma das categorias mais combativas de SP, no dia 24/10 Tarcísio e o Metrô demitiram 8 metroviários, e suspenderam 1, demissões políticas por participarem da luta contra a privatização. Tarcísio sofreu uma derrota com a greve unificada do Metrô, Sabesp e CPTM, pois a maioria da população apoiou os grevistas e vem se pronunciando contra as privatizações no plebiscito popular.

As demissões significam também um ataque à organização sindical para tentar intimidar o movimento sindical ao atingir diretores do Sindicato dos Metroviários, o vice-presidente do Sindicato, além de membros da CIPA. Este é também um ataque ao direito de greve dos metroviários que, depois do dia 3/10, sofreram punições e advertências, numa clara retaliação ao movimento grevista.

A luta contra as privatizações e as terceirizações é nacional e envolve setores dos transportes, saneamento e inúmeras empresas como Petrobrás e Correios. Os trabalhadores das estatais de SP são hoje a vanguarda dessa luta, e ela interessa a toda população. As demissões do Metrô são um ataque a todo o movimento sindical do país!

O Sindicato dos Metroviários chama todas as centrais sindicais, sindicatos, partidos, intelectuais, juristas, deputados, movimentos de direitos humanos que defendem os direitos dos trabalhadores do Brasil e de todos os países a exigir a reintegração imediata dos trabalhadores demitidos e a anulação das punições.

Lutar não é crime! Abaixo às demissões no Metrô, nenhuma punição! Reintegração já!

Demitidos:

  • Narciso Fernandes Soares, 18 anos de Metro, operador de trem da Linha 2 Verde, vice-presidente do Sindicato dos Metroviários de SP. Foi diretor da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro);
  • Altino Prazeres, 27 anos de Metrô, operador de trem da Linha 1 Azul, diretor do Sindicato dos Metroviários de SP. Foi presidente do Sindicato e coordenador-geral do Sindicato, atualmente faz parte da direção nacional da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas);
  • Alex Fernandes, 34 anos de Metrô, agente de estação na Linha 3 Vermelha, diretor do Sindicato dos Metroviários de SP, sendo o atual secretário de imprensa, já foi diretor em outras gestões, ex-coordenador geral e faz parte da Executiva nacional da CSP Conlutas;
  • Rodrigo Tiago de Souza (Tufão), 12 anos de Metrô, operador de trem da Linha 16 Prata Monotrilho, diretor do Sindicato dos Metroviários de SP, ja foi membro da CIPA;
  • Priscila Guedes da Silva, 6 anos de Metrô, operadora de trem da Linha 2 Verde, é membra da CIPA e ja foi diretora do Sindicato
  • Gabriela Ferreira Pomin, 9 anos de Metrô, operadora de trem da Linha 2 Verde, é membra da CIPA;
  • Sergio Ricardo Machado, 26 anos de Metrô, supervisor de estação na Linha 2 Verde e membro da CIPA;
  • Benedito Leite de Lima (Benê), 25 anos de Metrô, operador de trem da Linha 2 (Verde).


Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)

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